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No Supremo Tribunal Virtual todos são juízes.  Ávidos por condenar alguém, e nem precisam ser criminosos.  Seja pelo credo, opção sexual, cor, nível social, escolha política, não importa, os inquisidores sempre terão na ponta dos dedos o veredito: culpado!

Ao proferir a sentença, os juízes elaboram suas considerações, caprichando nos acharques, violência, ofensas, maledicências e aquela fúria típica dos juízes com seus impiedosos martelos.

Não existe perdão, direito à defesa, ponderação.  No supremo tribunal virtual todos são culpados e julgados à revelia, por praticarem o hediondo crime de serem diferentes, de exercerem o livre arbítrio, de viverem a plenitude da democracia, de terem opinião divergente. Os juízes são concisos, predadores vorazes e do alto de sua soberania e poder, decretam o veredito fatal: culpados!

E como os carrascos, soltam suas guilhotinas, decapitando com a lâmina do ódio, aqueles que ousem simplesmente serem o que não os agradam.

São como os inquisidores, jogando na fogueira os pecadores, para purificar suas próprias almas imundas, apodrecidas, à espera da salvação, quem sabe, no juízo final.

“Deveríamos olhar demoradamente para nós próprios antes de pensarmos em julgar os outros.” (Molière) | Sandro Batista.

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