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vereCaros leitores, sei que fiquei um bom tempo sem escrever minhas cronicas, foi devido ao longo período sem meu computador que, devido a diversas situações, ficou nas mãos de outra pessoa para melhorar suas funcionalidades. Peço desculpas pela falta, além de explicar que devido a isso tentarei escrever uma por dia até me atualizar com meus conpanheiros, não me comprometo, mas tentar não custa nada. Grato pela compreensão e espero que gostem da crônica de retorno, que será escrita em sequências.

A menor parte da sociedade são os pequenos grupos sociais compostos pela família. Mesmo esses pequenos grupos, quando são compostos por quatro pessoas ou mais, estão propensos a sofrerem com: conflitos de interesses; líderes fracos; luta pelo poder; conluio voltado para interesses escusos; divergência de interesses; excesso do uso do poder; uso do poder inadequadamente; quebra do poder; poder hierarquizado; poder conquistado contra o poder de status e por aí vai mais de milhares de tipos de relações humanas. Muitas formas de embate, entre o jovem e o mais velho, entre o que um considera certo contra o que o outra vê como errado. A luta simples e clara de quem pode mandar contra a do que se vê obrigado a obdecer. A luta do filho que obedece pelo prazer de agradar a quem ama, mas que nem sempre sabe se obedece por amor ou por ser certo obedecer, tornando-se mais uma extensão da vontade alheia a sua própria, ferramenta conclusiva da obra dos pais ou espelho distorcido e fora do contexto de seu próprio tempo, refletindo a imagem feita por quem o criou.

Pobre Marx, que cita a luta de classe sendo entre “Burguesses versus Proletários”, a luta de classe provém do mais profundo cerne social, provém da dicotomia dualistica familiar. Explico-me: dicotômico por ter duas partes diferentes vistas no comando “Mãe – Mulher” e “Pai – Homem”. Dualistico por serem opostos nas suas formações famíliares: 1º) a “Mulher – Mãe” sendo educada e vista pela maior parte da sociedade para se colocar como um ser passivo. 2º) o “Homem – Pai” sendo educado e visto pela maior parte da sociedade para atuar como um ser ativo. O que nem sempre condiz com seus interesses. Surgindo dentro de si mesmos o conflito e a luta interna. Muitos bons homens-pais, agem como passivos pereante a educação de seus filhos, mas são ativos para o sustento deles. E outros são até piores, são apáticos na educação, passivos no sustento e ativos na relação com a mãe, que educa, sustenta e apanha por isso. Sem esquecermos das mulheres-mães que, devido a “N” motivos, agem tanto como passivas quanto ativas na educação e no sustento. Sem citar todos os muitos exemplos existentes na sociedade, já se é possivel compreender que, além das relações familiares já citadas, outras mais interferem na vida social da família. São os casos de pessoas que penetram por breve momento no seio familiar, os(as) namorados(as) da mãe(pai) ou vice-versa (dos-das filhos-filhas). Que agem inter-relacionalmente gerando interferência nos costumes pré-estabelecidos, devido aos costumes provindos de outra família diferente.

Ser pai ou mãe não os faz líderes dentro de uma casa, mesmo sendo eles os detentores do poder econômico, é fácil observar e analisar casos onde, às vezes, na família é o(a) filho(a) quem tem mais poder de comando. Nem precisa saber falar para que o sustentado conquiste a liderança de quem o sustenta, basta um choro, uma manhã ou um bater de pés, para conseguir o desejado. Nem mesmo adianta bater com raiva, ao ponto de machucar, se logo em seguida sente arrependimento e faz a vontade do surrado. Assim, começa a associação entre dor e prazer, conquista e controle ligado ao subterfúgio do sofrimento.

Essas relações sociais, dentro do núcleo familiar, refletem na sociedade macro, na sociedade em geral. Pararei por aqui no momento, mas daremos continuidade amanhã, para suprir o longo período que fiquei sem vos escrever.

Abraços do: Eu Sou…

O Poeta louco, viciado em ler, que sofre da síndrome dos: “Por que, por quê, porque, porquê…”

Aguardem a continuação…

Atenciosamente: Lucio Sá.

Fonte: FAMÍLIA – SOCIEDADE – EDUCAÇÃO – CULTURA. | Lucio Artur

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