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Ao final da última crônica perguntei qual seria a moral dos brasileiros. Entretanto, primeiramente deveríamos pensar: em qual situação se encontra esse mesmo brasileiro, para então termos ideia se ele saberia o que é moral e se por acaso souber, será que possui moral adequada à conduta de um bom cidadão? Será que sabe o que é ser um cidadão? Fazer parte da situação ou se situar do que ocorre em sua Cidade, em seu País ou no Mundo, não quer dizer que tenha atitude cidadã.

Para ser cidadão não basta ser contribuinte, da mesma forma que para ser pai ou mãe não basta pensar que pagar a mesada, a pensão ou comprar biscoitos e brinquedos a filhos é o suficiente, essa atitude é apenas a mais fácil. Difícil é criar os filhos de forma certa, difícil é tomar as atitudes corretas, difícil é cumprir nossos deveres para podermos exigir nossos direitos. É a mesma coisa quando pagamos nossos impostos, mas não cobramos dos nossos Políticos uma atitude adequada pelo o que recebem. É igual às pessoas que reclamam do emprego, do patrão, do salário, mas enrolam o serviço quando tem alguma tarefa para ser feita. Conheço muitas pessoas que dizem que o exemplo deve vir de cima. ERRADO! O exemplo deve vir de nós mesmos, de dentro de cada um de nós. Nem de cima, nem de baixo, muito menos dos lados, mas repito, deve ser de dentro de nós.

A Política costuma ter dois lados: SITUAÇÃO (o que está exercendo o poder) e OPSIÇÃO (o que deseja o poder). Essa é a visão mais costumeira, a que no meu entender é ERRADA… quem está no poder deve estar situado (ciente – sabendo – conhecendo) as necessidades de quem os colocou no poder (POVO – POPULAÇÃO – ELEITORES). E a oposição deve ficar atenta, para ver se a situação está cumprindo com o seu dever, ou seja, ficarem atentos para ver se estão cumprindo e fazendo o que prometeram em fazer. Mas não é assim que funciona em nosso País. A situação faz o que bem quer, fingem que cumprem com o que disseram que fariam, tentam permanecerem no poder usando de influências, através de favores oferecidos para alguns eleitores (principalmente os que possuem maior poder de voto – RICOS ou PODEROSOS – ou líderes de comunidades carentes – PASTORES e outros). Já a oposição, faz de tudo para que tudo o que a situação faça de bom de errado, tentam de todas as maneiras prejudicarem os eleitores, não importando em quem esses eleitores votaram, a tarefa que acreditam ser a certa é prejudicar e ficar a favor do que dá errado. Só para depois apontarem o dedo, dizendo: vejam se fossemos nós no poder, se fossemos nós na situação, isso não estaria assim. E o pior é quando a OPOSIÇÃO apresenta algo de BOM, algo que será útil para TODOS, mas a SITUAÇÃO não quer que eles se mostrem mais capazes, eles temem perder o poder, indo contra ao que é certo, mesmo que prejudiquem seus PRÓPRIOS ELEITORES.

Quem pensa que isso ocorre somente na vida política de uma Cidade ou País, se engana…

Isso acontece também em nossas vidas comuns, em nossa casa, no nosso trabalho e em diversos momentos, não podemos esquecer que somos amigos do saber, sendo assim vamos lembrar o pensador Michel Foucault. Quando ele trata da ideia conhecida como “MICROPODER”. Todos nós, e me coloco na mesma situação, em algum momento ficamos na posição de SITUAÇÃO, somos aqueles que detêm o poder.

Micropoder é quando temos o poder de dizer a outra pessoa o que deve ser feito, um exemplo bem comum é o do mecânico do carro, ele chega e diz: o problema é na “ripimbocadaparafuseta”. Quem não entende de mecânica fica sem entender nada, por mais que o profissional explique e mostre, apenas concordamos por pura educação e para não nos mostrar completos imbecis e dependentes do mecânico.

Mas, esse exemplo, só serve em parte como explicação, já que no nosso dia-a-dia, nem sempre estamos dependentes do serviço prestado por alguém, no entanto em diversos momentos, ficamos como OS SENHORES DO PODER. Ficamos nessa situação quando atuamos como, Pai ou mãe, como Tia-Tio ou Avó-Avô e qualquer parente que tenha poder de mando sobre uma criança; o marido ou esposa (tem muitos homens que obedecem a suas esposas por amá-las de mais e não querer perdê-las e vice-versa). E são nesses momentos que temos que nos perguntar: COMO DEVEREI AGIR PARA O BEM DESSA PESSOA. Pois mandar, deter poder, ter força sobre o outro não é difícil. Difícil é agir corretamente quando temos o poder sobre os outros.

PENSEMOS SOBRE ISSO…

Assinado por: Eu Sou…

O Poeta louco, viciado em ler, que sofre da síndrome dos: “Por que, por quê, porque, porquê…”

Aguardem a continuação…

Atenciosamente: Lucio Sá.

viaSITUAÇÃO – OPOSIÇÃO | Lucio Artur.

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