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politicamente_corretoAntigamente, num grupo de amigos, era natural que em um determinado momento, quando um amigo, de brincadeira, sacaneava o outro, esse lhe dissesse: “Só podia ser coisa sua, seu viado!”. E isso não significava que o amigo estava se referindo a preferência sexual do outro…

Sinto pena dos desbocados…

Hoje em dia, chamar carinhosamente aquele seu amigo de infância que é afro-brasileiro de “negão”, pode te colocar em maus lençóis…

E olha que meu marido que é loiro de olhos azuis eu chamo de “meu nego”, vai que ele se sente vítima de preconceito e me processa?!

É a onda do “politicamente correto”.

Tudo bem, a gente sabe que os preconceitos existem, sabemos o quanto sofrem os homossexuais, os que recriminam os homossexuais, os negros, os branquelos, os judeus, os umbandistas, os muito gordos, os muito magros, os muito alto, os baixinhos, os evangélicos, os ateus, os… Peraí… Até onde essa lista vai?

Quem de nós não se enquadra em pelo menos uma dessas categorias citadas?

Quem foi tão perfeito na infância que não sofreu, pelo menos uma vez, o que hoje se denomina por bullying?

Eu era perseguida até meus doze, treze anos, por ser a maior da turma… Era muito alta, me chamavam de girafa…

Nem por isso eu pirei um dia, entrei na minha antiga escola armada e saí matando alunos e professores a esmo…

Eu acho que a gente tem que parar e pensar um pouco a respeito desse assunto.

Preconceito é uma coisa horrível, mas, ele sempre irá existir… Porque as pessoas não são iguais. Cada um de nós foi criado de maneira diferente por pessoas com conceitos diferentes, é impossível que, da noite para o dia, se mude a maneira de pensar que foi incutida na pessoa durante toda a sua vida!

O que a gente pode fazer é tentar respeitar as diferenças.

O dia que a gente conseguir alcançar isso, aceitar e respeitar o outro, que é como é, talvez a gente possa um dia voltar a chamar o nosso lindo amigo de cor negra carinhosamente de “negão” ou aquele colega baixinho, que a gente adora, de “pouca sombra” sem o menor receio de não estar sendo “politicamente correto”.

Fonte: O grande “porre” de ser politicamente correto… | Jaida Mundim

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2 thoughts on “O grande “porre” de ser politicamente correto… | Jaida Mundim

  1. Athayde Motta disse:

    Prezada Jaida

    Aprecio muito o seu trabalho no Jornais de Araruama mas vou discordar de seu artigo. O preconceito e a discriminação são coisas horríveis e nosso dever, como cidadãos conscientes, é lutar para que eles acabem, e não aceitar que deverão existir para sempre. O que podemos e devemos fazer é respeitar de fato as diferenças, e não apenas tentar. Afinal de contas, não há nada que pareça mais impossível do que ver a cidade de Araruama governada por uma administração democrática, mas você está aqui diariamente lutando para que isso aconteça.

    Se as pessoas nunca serão iguais, então é mais lógico que aprendamos a respeitar as diferenças e valorizar a diversidade. Pessoas profundamente preconceituosas pensam de maneira ilógica justamente porque desejam um mundo de pessoas iguais na aparência e nas idéias. E isso nunca acontecerá (ao longo da história, os que tentaram fazer isso fracassaram, causando tragédias horríveis).

    O politicamente correto não existe para coibir liberdades individuais, mas para conscientizar as pessoas que há sim ofensa e preconceito no “negão”, no “viado” e na “gostosa”, quando usados de maneira leviana e covarde. Infelizmente, o problema não é de quem diz, mas de quem ouve. E assim, as pessoas seguem sem perceber que utilizam as mesmas palavras para manifestar carinho e para atacar seus desafetos, sem respeito pelo outro. Me pergunto se uma mulher inteligente e de opiniões fortes como você já não foi ofendida não por sua inteligência e opinião, mas por ser mulher. Isso acontece comigo frequentemente. Não me ofendem pelas minha capacidade intelectual e profissional, me ofendem por ser negro. E isso é inaceitável tanto para mim como para você.

    Seu fã
    Athayde Motta

    1. admin disse:

      Tranquilo Athayde… é um direito seu discordar e sei que as coisas são muito mais graves que meras brincadeiras entre amigos…Mas, mantenho a minha opinião de que, as vezes, o politicamente correto, extrapola todos os limites.

      Um forte abraço!

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