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Condomínio foi construído com recursos do programa Minha Casa, Minha Vida (Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo)

Prefeitura da cidade no RJ afirma que é preciso esperar a maré adequada. Possibilidade é que processo inverso ocorra e água do canal invada casas.

A abertura do Canal da Barra, em Maricá (RJ), que vinha sendo feita diariamente desde que o condomínio Carlos Marighela foi alagado pela chuva na segunda-feira (29), não ocorreu nesta sexta-feira (4). O objetivo da intervenção era escoar a água, que apesar de ter baixado, ainda permanece acumulada. Máquinas estão no local, mas segundo a Prefeitura, é preciso esperar a maré adequada. A possibilidade, já que o nível dentro do conjunto habitacional baixou, é que o processo inverso ocorra e a água do canal invada as casas.

A Prefeitura informou que já iniciou as medidas emergenciais anunciadas pelo prefeito, como a desobstrução do canal de Itaipuaçu, para escoar a água acumulada na região e a desocupação de dois terrenos ao lado do Residencial Carlos Marighella para construção de piscinões que receberão e concentrarão a água que vem do condomínio.

Segundo a Prefeitura, a obra será iniciada imediatamente após o escoamento da água e o prazo de execução será definido em estudo técnico ainda a ser realizado.

Problemas com Inea
O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, anunciou a abertura do Canal da Barra na quarta-feira (2) para escoamento da água após a forte chuva que deixou 360 desabrigados na cidade. A decisão foi unilateral, sem a autorização do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). O prefeito chegou a chamar os agentes da organização de “imbecis”.

O Inea afirmou, em nota, que esteve sempre aberto ao diálogo cooperativo e lamenta o comportamento “desrespeitoso e pouco equilibrado do prefeito de Maricá”. Disse ainda que o monitoramento do nível da lagoa é feito diariamente.

O Inea informou que fez vistorias nos dias 22, 23 e 24 de janeiro na Lagoa da Barra e que, na ocasião, o nível da água estava em 40 cm e que a abertura do canal para o mar não seria adequada no momento. O instituto disse, ainda, que autorizou a movimentação de areia no canal no dia 27 de janeiro, para o caso de emergências. O Inea confirmou que a abertura seria autorizada caso o nível da lagoa atingisse 60 cm.

Desalojados e desabrigados
De acordo com informações da Defesa Civil atualizadas na manhã desta sexta-feira, a cidade tem duas mil pessoas desalojadas e 600 desabrigadas. Ainda segundo a Defesa Civil, o número de ocorrências está aumentando com o passar dos dias.

Na terça-feira (1º), a Prefeitura informou que 360 pessoas estavam desabrigadas e cerca de 3 mil haviam sido afetadas pela chuva. Nesta sexta, a Prefeitura informou o número de 540 pessoas em abrigos da prefeitura (igrejas e pousadas) e 3 mil pessoas atingidas pelas chuvas. O município também informou que está definindo o planejamento para a compra de kits de ajuda aos afetados pelas chuvas.

Em 24 horas, choveu 170mm na cidade, volume esperado para todo o mês de fevereiro. A chuva foi o suficiente para a água atingir 1m de altura no condomínio e atingir todos os 736 apartamentos do primeiro andar.

Alagamento de condomínio
OCondomínio Carlos Marighela do programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, estava ficou alagado. O conjunto habitacional que foi tomado pela água fica em Itaipuaçu. A cidade decretou estado de emergência.

Os moradores tiveram que sair de suas casas com barcos porque estavam ilhados. Todas as ruas estavam alagadas, não era possível encontrar uma via que não tivesse sido tomada pela enchente. As pessoas se arriscavam nas águas, que subiram quase um metro de altura.

Marinha ajuda em socorro
Militares da Marinha do Brasil ajudaram na remoção de moradores isolados em áreas alagadas do Residencial Carlos Marighella e outras localidades de Maricá na manhã da quarta-feira. Quarenta e cinco homens, além de caminhões especiais e duas embarcações, foram usados na mobilização.

Auxílio e doações
Foram instalados três pontos de apoio, no Centro (Paço Municipal), São José do Imbassaí (Escola Municipal Levi Ribeiro) e Itaipuaçu (Centro de Educação Infantil Valéria Passos), com médicos, enfermeiros, assistentes sociais, advogados e funcionários de setores administrativos.

A prefeitura organizou seis pontos de recolhimento de doações. Roupas, alimentos não perecíveis e itens de higiene pessoal podem ser entregues nos seguintes locais:

Escola Municipal Levi Ribeiro – Rua B, s/n, São José Imbassaí;
Centro de Educação Infantil Valeria Passos – Rua Deoclecio Machado, s/n (antiga Rua 8), Jardim Atlântico – Itaipuaçu;
Todos os CRAS;
Paço Municipal – Rua Alvares de Castro, 346, Centro;
Sal da Terra – Rua Alvares de Castro, Centro;
Igreja Unção do Crescimento – Avenida Carlos Marighella – Itaipuaçu

Fonte: G1 

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