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EDITORIAL DO JORNAL O REPÓRTER 

“Promessas e nada mais Araruama precisa ser transformada.

O que foi feito de bom não pode ser jogado fora. Mas não podemos continuar nesse caminho. Queremos também participar dos avanços ocorridos nas últimas décadas, como melhoria na renda e redução do desemprego. Queremos serviços públicos de qualidade. Exigimos respeito aos nossos direitos de cidadão. No município, milhares de usuários, jovens, trabalhadores e idosos sofrem, todos os dias, com um serviço de transporte precário e monopolizado. Os serviços de saneamento foram concedidos sem um planejamento voltado para o bem estar do cidadão e do meio ambiente. Nas regiões mais carentes do município, há canais de esgoto a céu aberto que são canalizados para rios e despejados em nossa lagoa. Primeiro adoece a criança pobre porque vive em condições desumanas, depois adoece e morre lentamente a própria lagoa. Na educação, no que se refere ao ensino fundamental, o IDEB (Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico), é inferior a muitos municípios considerados pobres. Todos sabemos que as escolas públicas da rede municipal são frequentadas por alunos, na sua grande maioria, de baixa renda, e estes não estão sendo tratados com a dignidade devida. O Sistema Único de Saúde, (SUS), que é utilizado pelo mesmo segmento social, é um desastre no nosso município, um desrespeito total àqueles que mais precisam. A política de segurança pode ser considerada insuficiente e insustentável. As comunidades mais carentes são as mais atingidas. Araruama tem sofrido a dinâmica da dispersão horizontal, isto é , o espalhamento dos domicílios. A insuficiência das políticas públicas e a desigualdade social provocaram uma degradação urbana, fazendo surgir bolsões de pobreza totalmente desassistidos. Os mais carentes são segregados, morando em condições precárias, desprovidos de qualquer serviço de infraestrutura. Sem um transporte coletivo decente e um planejamento de mobilidade, as áreas urbanas são cobertas de automóveis e engarrafamentos. Bem sabemos que o espalhamento provoca, por razões óbvias, degradação ambiental e eleva os custos da coleta de lixo, do saneamento, da varrição, da iluminação pública e da segurança. Por issso, há de haver uma gestão competente e equilibrada. A concentração de moradores pobres e de baixa renda ocorre em espaços carentes de urbanidade, desprovidos de serviços e equipamentos públicos de qualidade e quantidades aceitáveis. Um círculo vicioso se observa. Os filhos dos mais pobres vão para as piores escolas públicas, e como a rede de proteção local é tênue, o grau de evasão escolar é elevado. Em decorrência, as dificuldades sociais são transmitidas de geração em geração, e os bolsões de pobreza social e territorial tendem a se expandir. Nos últimos anos, houve por parte dos trabalhadores ganhos econômicos e de consumo. O crescimento econômico pode melhorar as condições de vida de cada família dentro de casa, mas a vida do cidadão urbano se desenrola, em grande parte, na rua. A vida na rua, ou seja, o acesso à cidade, aos equipamentos e serviços públicos, quem pode melhorar são as políticas governamentais. Araruama precisa de um projeto de desenvolvimento menos desigual, de políticas públicas universalizadas e ambientalmente sustentáveis, um projeto com objetivos bem desenhados, com instrumento de avaliação e desafios, que seja capaz de transformar os sonhos da juventude, do trabalhador e dos idosos, para que eles sejam sonhadores e colocados em movimento pela sociedade e seu governo. A Araruama que queremos construir precisa de direção, inovação e motivação. Precisa-se motivar o servidor público, especialmente os educadores da rede pública, apresentando-lhes um projeto de carreira que seja compatível com uma nova escola. Uma escola transformada em ensino de pensamento, de reflexão, de criação, de arte, de cultura, de esporte e bem estar. Onde a juventude seja levada a pensar sobre o futuro, onde os direitos sejam respeitados, os deveres cumpridos e a natureza não seja agredida. O governo de Araruama está afastado da vida real dos idosos, dos trabalhadores e principalmente dos jovens. Não conhecer suas angústias e sofrimentos, não valoriza suas necessidades, e mais que isso, não têm qualquer conexão com os seus desejos e sonhos. Decisões importantes sobre o destino dos recursos públicos são tomadas de forma nada transparente, sem interação e conhecimento do cidadão, não há canais de diálogo e muito menos de participação. Prioridades são invertidas e decisões equivocadas. O governo, no lugar de servir à sociedade, passou a servir aos seus governantes e empresários em detrimento do bem social de todos. É fundamental mudar a forma de governar, oxigenando, reformando e reinventando as estruturas do poder municipal. É preciso um governo que atue de forma transparente e seja cristalinamente aberto à participação efetiva do cidadão na definição das políticas públicas e na alocação de recursos que traga para o processo a experiência daquele que produz e a inquietude da juventude. Mobilidade e saúde são desafios constantes, assim como educação e a preservação do meio ambiente. O que fazer para enfrentar esses desafios? Não basta injetar dinheiro para enriquecer empresários e entidades não reguladas, é preciso ouvir muito, dialogar e mobilizar a inteligência, nutrir e regar a participação coletiva. É preciso aprofundar a participação dos idosos, ampliar esta participação às comunidades concedendo-lhes autonomia para que elas próprias possam definir suas prioridades. O governo precisa construir instrumentos adequados e efetivos de combate à corrupção, de auditores e controles inteligentes.”

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O REPORTER

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