Home » Notícias » Brasil » Oficiais são acusados de desviar dinheiro do Fundo da Saúde da PM

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Entre os envolvidos está o tenente-coronel Kleber dos Santos Martins, que comandou o 28º BPM, em Volta Redonda, entre 2008 e 2009

RIO/ VOLTA REDONDA

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, a Corregedoria-Geral da Polícia Militar e a Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança deflagraram hoje uma operação para cumprir 25 mandados de prisão preventiva contra integrantes de uma quadrilha acusada de desviar recursos do Fundo de Saúde da Polícia Militar do Rio de Janeiro (Fuspom).

Entre os acusados estão 12 oficiais, entre eles os coronéis da PM Ricardo Coutinho Pacheco, ex-chefe do Estado-Maior Geral Administrativo; Kleber dos Santos Martins, ex-diretor geral da Departamento Geral de Administração e Finanças (DGAF); e Décio Almeida da Silva, ex-gestor da Diretoria Geral de Saúde do Fuspom, além da capitão enfermeira Luciana Rosas Franklin, ex-chefe da Central Médico de Material Hospitalar (CNMH) do Hospital Central da Polícia Militar (HCPM) e ex-assessora da DL3-Fuspom.
Além dos militares, 12 empresários e uma ex-funcionária civil da Polícia Militar também são acusados de enriquecimento ilícito através do desvio de recursos do Fuspom, recebimento de propina e procedimentos licitatórios fraudulentos. A operação foi batizada de Carcinoma.

Cerca de 150 agentes estão envolvidos na ação, que teve início às 3h. Cerca de 40 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em condomínios da Barra da Tijuca e outros bairros da Zona Oeste.

Durante a execução da Operação Carcinoma, também foi preso Kleber Martins, que chegou a comandar o 28º Batalhão da Polícia Militar, que cobre as cidades de Barra Mansa, Pinheiral e Volta Redonda. Ele é suspeito de pertencer à quadrilha que desviou até R$ 14 milhões do Fundo de Saúde da PMERJ EM 2014, visando enriquecimento ilícito por meio de recebimento de propinas e licitações fraudulentas.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa a Polícia Militar informou que participou de forma fundamental da operação, através da rigorosa condução no Inquérito Policial Militar que investigou as práticas criminosas. Ao todo foram cumpridos doze mandados de prisão preventiva.

Posteriormente os envolvidos responderão na Justiça Militar por peculato e corrupção passiva, enquanto na Justiça Comum, pelos crimes de organização criminosa, dispensa de licitação, corrupção ativa, passiva e peculato. Além disso, a Corregedoria da PMERJ instaurou Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que julgará a exclusão dos policiais da corporação.

“PRÁTICA INADIMISSÍVEL”, DIZ CORONEL

Em coletiva realizada na tarde de ontem, o Corregedor Interno da Polícia Militar, Coronel Victor Yunes, ratificou que os crimes praticados. “Não há mais espaço na Corporação para práticas fraudulentas. O quartel general não é lugar para quadrilhas que trazem desonra para a Polícia Militar. O que vivenciamos em 2014 foi sofrido e corrigido em 2015. A Corregedoria está agindo. O crime não compensa, e todos estão sendo observados e ouvidos. É questão de tempo para serem presos e expulsos!”, pronunciou.

KLEBER MARTINS

Entre os envolvidos está o tenente-coronel Kleber dos Santos Martins, que comandou o 28º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Volta Redonda, entre 2008 e 2009. Ele permaneceu no cargo durante dois anos até se transferir para a Diretoria Geral de Pessoal da Polícia Militar (DGP), no Rio de Janeiro.

Em outubro de 2014, Kléber foi citado entre os quatro oficiais da cúpula da Polícia Militar exonerados do cargo, conforme foi divulgado, na época, no boletim interno da corporação. Ele foi citado como suspeito de envolvimento no esquema de desvio de verba na Saúde da PM. Kléber foi exonerado pelo comandante geral da Polícia Militar, coronel José Luís de Castro, juntamente com outros três oficiais. O grupo, de acordo com as investigações, é responsável por comandar e fiscalizar unidades de saúde da corporação, envolvidas em um escândalo de compras feitas sem licitação, este ano.

O grupo vinha sendo investigado pela PM, Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público (MP). Ontem pela manhã, uma operação foi deflagrada pelo MP, com apoio da Subsecretaria de Inteligência, ligada à Secretaria de Estado de Segurança, para o cumprimento de 25 mandados de prisão contra os suspeitos de integrarem a quadrilha. À tarde, Kleber Martins, que possui uma grande propriedade no município de Rio das Flores, acabou se entregando na Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança (Seseg). Ele estava com a prisão decretada.

Fonte: Jornal A Voz da Cidade

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