Home » Notícias » Brasil » Rio de Janeiro » Região dos Lagos » Araruama » Oposição a Lívia ou a cidade? O que ocorre hoje na política de Araruama? | Jaida Mundim

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Na semana passada, a cidade de Araruama foi sacudida por uma série de acontecimentos motivados por uma oposição inconformada e raivosa que há tempos deixou de se opor a um governo, hoje a oposição é claramente contra toda uma cidade que elegeu com maioria absoluta dos votos a prefeita Lívia Belo, mais conhecida como Lívia de Chiquinho.

Entre uma série massiva de reportagens de uma emissora de TV, (que jamais demonstrou interesse para as fraudes, abuso de poder, nepotismo e improbidades administrativas do prefeito anterior, e que agora parece ter descoberto Araruama como o centro das atenções do país. ) e a sentença inicial de um processo eleitoral, que corria na justiça desde setembro do ano passado, a população Araruamense se sente perdida em meio a informações truncadas, inclusive com as falsas afirmações de “jornaleiros” locais de que a prefeita já estaria afastada.

Porém, o que mais chama atenção não é o fato de a prefeita poder vir a perder o mandato em apenas quatro meses, e sim o motivo pelo qual se deu a cassação.

A juíza Alessandra de Souza Araújo concordou que o processo eleitoral de 2016 foi fraudado, um argumento raramente aceito.

É que o “de Chiquinho” na alcunha da prefeita é uma referência a seu marido, o ex-prefeito de Araruama Francisco Ribeiro, conhecido como Chiquinho da Educação.

Segundo as alegações, durante a campanha, o político subiu nos palanques, discursou, visitou eleitores desacompanhado e até aproveitou para xingar os adversários.

Para Carlos Magno de Carvalho, advogado dos autores da ação (o mesmo advogado que manteve Miguel Jeovani na cadeira por 4 anos), o slogan “vota nela que ele volta” seria mais uma prova de que, na verdade, o candidato não era Lívia.

Pelas alegações apresentadas, percebe-se claramente que o foco das denúncias não é a prefeita Lívia e sim seu marido.

Diferente de seu antecessor, Miguel Jeovani, que ainda responde como réu em processos por FRAUDES EM LICITAÇÕES, DANO AO ERÁRIO, ABUSO DE PODER, ATOS ADMINISTRATIVOS E IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA, o “crime” de Lívia na questão é apenas ter utilizado o nome “de Chiquinho”, seu marido, para se apresentar como candidata a população.

Na decisão de primeira instância, além da convocação de novas eleições, a juíza também decretou a inelegibilidade por quatro anos do casal de políticos.

O Vice-prefeito Marcelo Amaral também consta da decisão de afastamento pela chapa.

Ainda cabem recursos, e A ATUAL GESTÃO PERMANECE NO PODER até que o caso seja julgado em instância superior.

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