Home » Notícias » Brasil » Rio de Janeiro » Região dos Lagos » Cabo Frio » Professoras de Cabo Frio denunciam agressão de guardas em protesto

Facebooktwittergoogle_plusredditpinterestlinkedinmail

cabo frio agressãoQuatro servidoras foram à Delegacia da Mulher com ferimentos.
Guarda também registrou ocorrência por dano ao patrimônio público.

Quatro professoras da rede municipal de ensino de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, foram à 126ª DP na tarde desta quarta-feira (16) prestar queixa contra guardas municipais. Elas dizem ter sido agredidas durante uma ocupação do prédio da Secretaria de Fazenda. Os guardas envolvidos também registraram ocorrência acusando as professoras de dano ao patrimônio público. O protesto pede o pagamento dos salários atrasados e faz parte da greve que chegou ao nono dia.

Segundo a representante do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe Lagos), Denise Teixeira, as professoras que participavam da manifestação foram empurradas e atacadas com cassetetes e choques elétricos quando tentaram ir ao banheiro.

“Em nenhum momento ninguém bateu neles. Não iríamos entrar em confronto com a Guarda, fomos atacadas por guardas homens”, alegou Denise Teixeira, que foi à delegacia com as professoras por volta das 15h.

A Secretaria de Fazenda foi ocupada por volta das 14h, após a manifestação que aconteceu durante a manhã

Segundo Ian, a Guarda Municipal apresentou uma ocorrência de dano ao patrimônio público, informando que um dos vidros da secretaria teria sido quebrado pelos manifestantes.

O Sepe nega a acusação. Segundo a representante do sindicato, na hora na confusão um vidro da secretaria foi quebrado, mas ela garante que não houve envolvimento de nenhum dos manifestantes.

Segundo o advogado Ian Carvalho, um relatorio será encaminhado para a Comissão de Direitos Humanos da OAB. O resultado da análise não tem data para ser divulgado.

No início da noite desta quarta, a Prefeitura de Cabo Frio enviou uma nota sobre o caso.

“Lamentamos as agressões verbais e físicas aos Guardas Municipais que registraram ocorrência de agressão na 126DP. Após o registro os GMs foram encaminhados a exame de Corpo Delito. Houve depredações com vidros quebrados e servidores ameaçados”.

Manifestações e greve
Na manhã desta quarta, cerca de 300 profissionais das secretarias de Educação e Saúde fecharam ruas do centro da cidade por volta das 9h30. Os servidores cobram os salários atrasados. Os manifestantes saíram em passeata em direção à Prefeitura. Este é o 9º dia de greve dos profissionais da Educação.

De acordo com a assessora do Sepe Lagos, Ketherine Giovanessa, as manifestações continuam até que o prefeito Alair Corrêa cumpra a decisão judicial que estipulou o pagamento do salário de novembro aos professores em 72 horas a contar da manhã desta quarta. A decisão foi tomada na tarde desta terça-feira (15).

A categoria pede o pagamento dos salários referente ao mês de novembro e a primeira parcela do 13º salário. Na noite desta terça, a Prefeitura informou em nota que não concluiu o pagamento por falta de recursos e que vai abrir suas contas para a Justiça mostrando a realidade financeira do Município. A Prefeitura informou que, contudo, no máximo até o dia 22 de dezembro todos os funcionários já terão recebido.

. Cerca de 70 profissionais da Educação entraram no prédio e outros continuaram do lado externo. As luzes e o sistema de refrigeração da parte do prédio ocupada foram desligados.

O representante da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ian Carvalho, acompanha o registro das ocorrências na 126ª DP. Segundo ele, o papel da comissão é ouvir as duas partes e garantir a integridade dos procedimentos legais.

Fonte:G1

Facebooktwittergoogle_plusredditpinterestlinkedinmail


Categorias